terça-feira, 12 de junho de 2012

Justiça inocenta pais de bebê arrastado por cão selvagem há 32 anos

BBC Brasil

A Justiça australiana pôs fim, nesta terça-feira, aos 32 anos de mistério do desaparecimento e morte de um bebê: uma médica legista determinou que Azaria Chamberlain não foi morto por sua mãe em 1980, e sim levado por um cão selvagem.

A mãe de Azaria havia sido condenada à prisão perpétua pela morte do filho em 1982, e seu marido foi considerado cúmplice. Mas a condenação foi revogada três anos depois, quando foram encontrados restos da roupa do bebê em uma área repleta de dingos, os cães selvagens australianos. Outro inquérito a respeito do caso, em 1995, teve um veredicto inconclusivo.

Os pais da criança, Lindy Chamberlain-Creighton e Michael Chamberlain, sempre disseram que Azaria, então com nove meses, havia sido levada por um dingo, enquanto acampavam no deserto.

No início, grande parte da opinião pública duvidou que um dingo tivesse força para carregar o bebê, e o casal Chamberlain - atualmente divorciado - foi alvo de represálias.

O caso comoveu a Austrália ao longo de três décadas e serviu de inspiração para o filme Um Grito no Escuro, de 1988, com Meryl Streep e Sam Neill.


FIM DA 'SAGA'

Na época do desaparecimento de Azaria, nenhum ataque de dingo havia sido documentado no país. Mas recentemente os cães selvagens foram considerados culpados pela morte de outras três crianças, e registros desses casos foram apresentados por Lindy Chamberlain-Creighton para atestar sua inocência.

O inquérito mais recente foi reaberto em fevereiro passado.

Agora, a Justiça responsabilizou oficialmente o cão selvagem pelo desaparecimento do bebê.

A médica legista Elizabeth Morris disse que um atestado final de óbito ficará disponível para os pais. Ela também ofereceu sua "sincera solidariedade" pela morte de Azaria. "O tempo não tira a dor e a tristeza pela morte de um filho", declarou.

"Estamos aliviados e felizes de chegar ao fim desta saga", disse Lindy Chamberlain-Creighton à imprensa, ao deixar a corte. "A Austrália não poderá mais dizer que dingos não são perigosos."

Fonte: Folha de São Paulo

Dingo

Fonte: Cino Clube Bivar

Mais informações sobre o Dingo poderão ser encontradas nos links abaixo:

Dingo:
http://cinoclubebivar.wordpress.com/2010/10/25/dingo/

O Boiadeiro Australiano, por Irene Laure:
http://www.caespastores.com/racas/boiadeiro_australiano_irene.htm

Os Dingos: cães na terra dos cangurus
http://www.dogtimes.com.br/dingo.htm

Dingo, o cão selvagem da Austrália:
http://www.youtube.com/watch?v=Q-nWYKGIpc0

O Dingo é um dos cães mais inteligentes do mundo:
http://sorisomail.com/sortido/247860.html

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ATENÇÃO SP - SEMINÁRIO ENTENDER PARA PROTEGER - ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DIA 28/06

Estrelas-do-mar morrem encalhadas devido à falta de alimento

10 de junho de 2012 às 6:00

Por Natalia Cesana (da Redação)


Estrela coroa de espinhos: É a segunda maior estrela-do-mar do mundo. Seus espinhos podem ser venenosos e por isso são consideradas predadoras vorazes. Fotos: Jon Hanson

Oitocentos exemplares de uma espécie de estrela-do-mar denominada “coroa de espinho” morreram de forma trágica na ilha de Ishigaki, costa meridional do Japão. Elas procuravam por corais nas águas da região e morreram “encalhadas”. As informações são do jornal italiano La Stampa.

Há algum tempo, uma pesquisa realizada pela Fisheries Research Agency e publicada na revista especializada Coral Reefs apontava uma situação particular na barreira de corais da ilha. Em 2009, foi identificado um foco de estrelas-do-mar que se alimentava nas águas dessa região, então coberta por 60% de corais. De acordo com dados coletados recentemente, o enorme número de animais estava reduzido a apenas 1%.

O fenômeno do “encalhe”, verificado nos últimos tempos demonstrou aos cientistas o que pode acontecer com criaturas como as estrelas-do-mar, que se movem muito lentamente e precisam de um longo tempo de adaptação, quando se esgota a fonte de nutrientes.

Go Suzuki, pesquisador da agência que tem acompanhado o fenômeno, confirma que a carência de corais é provavelmente a causa do encalhe. Como ele, outros cientistas observaram a enorme onda de estrelas do mar se aproximando da praia, seguramente à procura de alimento e se aproveitando da corrente marítima para se mover.

A morte dos animais, de acordo com veterinários e cientistas, ocorreu na areia e não na água, pois os animais estavam fracos e não conseguiram mais voltar ao mar.

Fonte: ANDA

China desiste de importar 300 mil jumentos nordestinos após protestos em defesa dos animais



Em julho do ano passado, a empresa chinesa Shan Dong Dong E.E. Jiao Co. Ltda. firmou um protocolo de intenções com o governo do Rio Grande do Norte visando à importação de 300 mil jumentos nordestinos por ano. O anúncio, que chegou a gerar uma onda de protestos de protetores de animais e defensores do jegue, não deslanchou. "O Estado não voltou a ser procurado nem pelo governo chinês, nem por fazendeiros", afirmou, nesta semana, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Benito Gama. "Ficou na intenção".

De acordo com o protocolo, a empresa chinesa se encarregaria da assistência técnica com melhoria da genética e alimentação, enquanto o governo do Rio Grande do Norte buscaria linhas de crédito. O objetivo era a criação do animal para comercialização e industrialização da carne e derivados. A mão de obra local seria utilizada e o preço do animal, compatível com o mercado. Agricultores familiares seriam organizados e inseridos como produtores de jegues.

A idéia foi bem recebida pelo Rio Grande do Norte, pois a exportação criaria uma nova cadeia econômica no Estado, ao mesmo tempo em que seria solução para os jumentos abandonados por donos de terra. Especialmente depois da política de distribuição de renda do governo federal e facilidades de crédito para compra de motos, que passaram a substituir os animais no trabalho de cercar o gado, buscar água e transportar materiais e pessoas.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Jumento Nordestino, Fernando Viana, também chegou a aprovar a proposta, desde que o preço fosse "justo".

O projeto, no entanto, não foi à frente. Na época, a informação era a de que um grupo de empresários chineses teriam percorrido da Bahia ao Rio Grande do Norte, interessado na compra dos animais, mas apenas o governo do Rio Grande do Norte foi procurado formalmente.

Fonte: Estadão

78% dos brasileiros não sabem o que é a Rio+20

Resultado é melhor do que o verificado antes da Eco 92, no primeiro levantamento

Um estudo divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente na manhã desta quarta-feira revelou que 78% da população brasileira desconhece a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A pesquisa "O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável" ouviu mais de duas mil pessoas de todo o país. O levantamento também indicou que o meio ambiente é apenas o sexto principal problema do Brasil, apontado por 13% dos entrevistados. A situação da saúde (81%) é a maior preocupação, seguida da violência (65%) e do desemprego (34%).
Mesmo com os baixos índices, a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira destacou que houve crescimento em relação às últimas pesquisas. Na Eco 92, quando foi realizada a primeira pesquisa, apenas 6% dos brasileiros conheciam o evento. Hoje, são 22%. "Em 1992, o meio ambiente sequer aparecia na lista de prioridades. Considerando que estamos falando de todo o Brasil, esse índice não é baixo. Ele representa 40 milhões de pessoas", afirmou.
De acordo com o novo levantamento do Ministério, os brasileiros também desconhecem os principais conceitos discutidos no evento. A noção de consumo sustentável é ignorada por 66% do público, e o desenvolvimento sustentável por 55% da população. Os pesquisadores percorreram casas em áreas urbanas e rurais de todas as regiões e entrevistaram pessoas maiores de 16 anos.
"É muito preocupante que a população não esteja alertada. Se ela não assume sua responsabilidade cidadã, nós efetivamente não vamos conseguir alterar o padrão em que a gente vive", afirmou Moema Miranda, uma das organizadoras da Cúpula dos Povos. "É como se isso não afetasse as pessoas no cotidiano".
Além da percepção sobre a Rio+20, a pesquisa também questionou os hábitos dos brasileiros em relação às questões ambientais, ao consumo, a separação e reciclagem do lixo. O estudo indicou que 51% da população disse que aceitaria pagar pela preservação da floresta Amazônica e que as belezas naturais são apontadas como o principal motivo de orgulho do brasileiro, com 28%.
Por outro lado, mais da metade (52%) dos entrevistados não separam o lixo em suas casas e 58% não têm costume de levar sacolas retornáveis ao supermercado. Dentre os problemas identificados pelo público, o desmatamento é considerado o mais grave (67%). A poluição dos rios e lagoas (47%) e do ar (36%), o volume do lixo (28%) e o desperdício de água (10%) também foram citados.
A responsabilidade sobre os problemas, segundo os entrevistados, é dos governos estadual, municipal e federal, respectivamente. A responsabilidade individual ocupa apenas a quarta colocação, indicada por 46% do público. "Em 20 anos, o brasileiro deixou de desconhecer o ambiente. Agora é hora de olhar pra os deveres e não só para os direitos", afirmou a ministra Izabella Teixeira.

Fonte: Época Negócios

Agricultor​es nos EUA alertam para praga de "superinse​tos" com uso de transgênic​o

05/06/2012 - 15h20 | Marina Mattar, OperaMundi
 
A multinacional Monsanto é acusada de permitir o surgimento de insetos resistentes a uma semente geneticamente modificada Grist.org Sucessivas denúncias contra práticas da multinacional agrícola Monsanto se acumularam nos últimos meses nos Estados Unidos. A primeira delas foi o surgimento de uma nova geração de insetos resistentes a uma semente geneticamente modificada do milho, conhecida como "Bt". Noticiado pela revista Mother Jones e o site Nation of Change, o escândalo trouxe à tona a discussão sobre o modelo atual de produção de alimentos com o uso de transgênicos.
Criada nos fins dos anos 1990 pela Monsanto, a semente possui em sua estrutura genética um gene da bactéria Bacillus thuringiensis, responsável por matar as lagartas comuns nas plantações. Além disso, a semente torna as plantas resistentes ao herbicida Roundup, também patenteado pela empresa e indicado para eliminar ervas daninhas. A Monsanto lançou a semente Bt de milho, algodão e soja e a comercializou em 52 países.

Desde 2004, um ano após o lançamento do produto, a multinacional recebeu relatos de agricultores norte-americanos sobre o surgimento de lagartas resistentes à semente: de 2007 aos dias atuais, são aproximadamente 100 reclamações recebidas por ano. No entanto, apenas em agosto do ano passado o assunto se tornou público. Agricultores do estado de Iowa contaram ao jornal The Wall Street Journal que os insetos gerados a partir das lagartas resistentes desvastaram os campos de milho. Logo depois, agricultores na Índia relataram o mesmo problema.

Segundo matéria do site NPR, antes mesmo do lançamento da Bt, cientistas e ativistas do meio ambiente alertaram para o perigo das sementes geneticamente modificadas. Mesmo assim, o produto foi aprovado pela US Environmental Protection Agency (EPA), órgão responsável pela aprovação de pesticidas nos Estados Unidos, com a ressalva de que 5% da plantação deveria ser feita a partir de sementes naturais. Dessa forma, os insetos mais resistentes, formados a partir das sementes Bt, se reproduziriam com insetos comuns, que atingiriam os 5% restantes, evitando a criação de uma nova geração de insetos geneticamente mais resistentes aos agrotóxicos. Isso, entretanto, não impediu a mutação dos insetos e, atualmente, grande parte das plantações feitas a partir das sementes Bt está ameaçada.
 
A Monsanto, sediada nos EUA, é a maior fornecedora de sementes no mundo, responsável pela venda de 39% das sementes transgênicas no mercado internacional. No total, são 282 milhões de acres plantados no mundo com sementes Bt; desses, 142 milhões estão em solo norte-americano. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, a semente Bt representa 65% de toda a agricultura de milho e 90% da plantação de soja do país. Pesquisa realizada na Universidade de Sherbrook, no Quebec, Canadá, aponta que o milho geneticamente modificado está presente em diversos produtos alimentícios comuns à população, como bolachas e refrigerantes. Além disso, tanto a soja quanto o milho são responsáveis por alimentar animais para abate.

A resposta da Monsanto não rompe com o modelo do agronegócio mundial: a gigante norte-americana, apesar de não se pronunciar sobre o problema, anunciou a criação de uma nova semente geneticamente modificada, a "Smartstax" que, segundo eles, poderá combater a nova geração de larvas com maior resistência. Na Índia, este produto já está sendo comercializado, com o nome de Bollgard II. A aparente solução conta com o apoio da EPA, que apenas no final do ano passado se pronunciou sobre o problema das sementes Bt, apontando este novo produto como uma possível resposta.

Ativistas e cientistas criticaram a saída encontrada pela empresa dizendo que ela perpetua um ciclo sem fim: criam-se agrotóxicos que induzem ao surgimento de insetos mutantes mais resistentes, que são combatidos, porém, por outros produtos químicos ainda mais potentes, produzindo uma geração de insetos imbatíveis. Da mesma forma que as sementes Bt, o pesticida da multinacional, o Roundup, criado para matar as ervas daninhas que surgem ao redor das plantações, também fez com que surgissem plantas mais resistentes. De acordo com relatório da Organic Center, centro de pesquisas sobre agricultura orgânica, citado pelo site Grist, em 2009, agricultores estavam aumentando a aplicação do Roundup na tentativa de controlar a disseminação de ervas daninhas ainda mais resistentes.

SaúdeO surgimento de novos insetos e plantas resistentes aos agrotóxicos não é o único problema dos alimentos transgênicos. Pesquisas na área da Medicina nos Estados Unidos e Canadá apontam que a ingestão desses alimentos pode trazer consequências nocivas à saúde humana, como problemas no fígado e no coração. O Dr. Joseph Mercola, autor de livros sobre saúde e de um site sobre o tema, levanta a hipótese de que o aumento nas últimas décadas de doenças autoimunes, como alergias, está relacionado à crescente ingestão de agrotóxicos e de alimentos geneticamente modificados.

O modelo simbolizado pela Monsanto, entretanto, não parece se abalar pelas crescentes denúncias, pelo contrário. Multinacionais da área do agronegócio encontram mercado crescente na África e América Latina. Nesta semana, nas reuniões do G8, os países deram poder à New Alliance for Food Security and Nutrition, um grupo composto por empresas do ramo do agronegócio, incluindo a Monsanto, para investir na indústria de alimentos da África.

No Brasil, as perspectivas também são de crescimento: segundo pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), atualmente 85% da soja brasileira é produzida a partir de sementes geneticamente modificadas. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o Brasil representa mundialmente o segundo maior mercado para a Monsanto. Estes números apenas tendem a crescer, já que a projeção é que o Brasil ultrapasse os EUA na produção da soja.

Fonte: Rede Brasil Atual

Escondido por um século, relato de comportamento sexual 'depravado' de pinguins é divulgado

Da BBC News
Atualizado em 10 de junho, 2012 - 10:35 (Brasília) 13:35 GMT
Comportamento sexual dos pinguins-de-adélia foi considerado 'depravado' na época
Observações sobre a estranha vida sexual dos pinguins no Polo Sul feitas por um cientista britânico há um século foram divulgadas pela primeira vez, após terem passado décadas escondidas por terem sido consideradas "chocantes demais".
O médico e biólogo George Murray Levick, que observou o comportamento dos animais, era um membro da famosa expedição do capitão Robert Falcon Scott ao Polo Sul, entre 1910 e 1913.
Os detalhes das observações feitas por Levick, incluindo "coerção sexual", necrofilia e comportamento homossexual, foram considerados "depravados" e retirados dos relatos oficiais da expedição.
Segundo o Museu de História Natural de Londres, que manteve os documentos originais e decidiu divulgá-los, muitos dos comportamentos supostamente "depravados" observados por Levick já foram posteriormente explicados cientificamente por pesquisadores.
Levick era o médico oficial da malsucedida expedição Terra Nova, comandada pelo capitão Scott, que partiu para o Polo Sul em 1910.
Ele era um pioneiro no estudo dos pinguins e foi a primeira pessoa a acompanhar in loco um período de acasalamento completo de pinguins em uma colônia em Cabo Adare, na Antártida.
Ele registrou muitos detalhes das vidas dos pinguins-de-adélia, mas algumas das atividades dos animais foram consideradas fortes demais pela sensibilidade da época.
Levick ficou chocado com o que descreveu como "atos sexuais depravados" de machos "arruaceiros" que copulavam com fêmeas mortas.
Ele ficou tão perturbado com o que viu que registrou as atividades "pervertidas" em seu caderno de anotações em grego, e não em inglês, para limitar o acesso aos registros.


Cópias restritas

Ao retornar à Grã-Bretanha, Levick tentou publicar um artigo intitulado "A história natural do pinguim-de-adélia", mas segundo Douglas Russell, curador do setor de ovos e ninhos do Museu de História Natural, o relato foi considerado forte demais para a época.
"Ele submeteu essa descrição gráfica extraordinária do comportamento sexual dos pinguins-de-adélia, que o mundo acadêmico daquela época considerou um pouco difícil demais para ser publicado", diz Russell.
A seção do comportamento sexual não foi incluída no artigo oficial, mas o curador de zoologia do museu, Sidney Harmer, decidiu circular apenas cem cópias das descrições gráficas para um seleto grupo de cientistas.
Segundo Russell, a comunidade acadêmica da época simplesmente não tinha o conhecimento científico para explicar os relatos do que Levick considerou necrofilia.
"O que acontece lá não é de maneira nenhuma análogo à necrofilia em um contexto humano", afirma Russell. "É só uma reação sexual dos machos ao ver as fêmeas em determinada posição", diz.
"Eles não conseguem distinguir entre fêmeas vivas que estão esperando o acasalamento na colônia e pinguins mortos no ano anterior que estão na mesma posição", explica.


Descoberta acidental
Apenas duas das cem cópias originais dos relatos de Levick sobreviveram ao tempo. Russell e seus colegas do museu publicaram agora uma reinterpretação das observações de Levick para a revista especializada Polar Record.
Russell diz ter descoberto uma das cópias por acidente.
"Estava olhando o arquivo sobre George Murray Levick quando mexi em alguns papéis e encontrei embaixo esse artigo extraordinário intitulado "Os hábitos sexuais do pinguim-de-adélia", com um "Não para publicação" em corpo tipográfico grande.
"Ele está cheio de relatos de coerção sexual, abuso sexual e físico de filhotes, sexo sem fins de procriação e finaliza com o relato do que ele ele considera comportamento homossexual. É fascinante", diz.
O documento e as anotações originais de próprio punho de Levick estão agora em exibição no Museu de História Natural pela primeira vez. Para Russell, as anotações mostram um homem que teve dificuldades em entender o que os pinguins realmente são.
"Ele estava completamente chocado. De certa maneira, ele caiu na mesma armadilha que um monte de gente que via os pinguins como pássaros bípedes ou como pessoas pequenas. Eles não são isso. São pássaros e devem ser interpretados como tal", afirma.

Fonte: BBC Brasil

Nota do Blog: se quiser saber mais, acesse o relato disponibilizado nos links abaixo.

http://twileshare.com/uploads/hooligan_cocks.pdf

http://www.gutenberg.org/files/36922/36922-h/36922-h.htm