quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Trabalho de conclusão de curso (TCC), não é mais obrigatório como requisito para colação de grau

Valdivino Alves de Souza
A  elaboração de um trabalho de conclusão de curso (TCC) – também chamado de Monografia, não é mais requisito obrigatório para a colação de grau em cursos de graduação. O parecer 146/2002, na época fixou a Monografia (TCC) no eixo dos conteúdos curriculares opcionais, cuja adequação aos currículos e aos cursos ficariam a cargo de cada instituição que assim optar, por seus colegiados superiores acadêmicos. Ou seja, deixando uma interpretação facultativa de exigir ou não do formando a monografia. Só que o mesmo Parecer em questão dizia o seguinte: “a monografia se constitui em instrumental mais apropriado aos cursos de pós-graduação lato sensu que os formandos ou egressos venham a realizar, indispensáveis ao seu desempenho profissional qualitativo, especialmente face às inovações científicas e tecnológicas em diferentes áreas”.
Em meio a tantas confusões e questionamentos a respeito da legalidade da apresentação de Monografia (TCC) como requisito para colação de grau,  o Parecer 146/02, foi revogado pelo Parecer CNE/CES 67.
O Conselho Nacional de Educação /Câmara de Educação Superior, por meio do Parecer 146/02, então revogado, fixou as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação em Direito, Ciências Econômicas, Administração, Ciências Contábeis, Turismo, Hotelaria, Secretariado Executivo, Música, Dança, Teatro e Design, processo nº  23001.000074/2002-10, aprovado em 03/04/2002.
O CNE -  Conselho Nacional de Educação 
Com a publicação da Lei 9.131, de 24/11/95, o art. 9º, § 2º, alínea “c”, conferiu à Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação a competência para “a elaboração do projeto de Diretrizes Curriculares Nacionais – DCN, que orientarão os cursos de graduação, a partir das propostas a serem enviadas pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação ao CNE”, tal como viria a estabelecer o inciso VII do art. 9º da nova LDB 9.394/96, de 20/12/96, publicada em 23/12/96. A CES/CNE, posteriormente, aprovou o Parecer 776/97, no qual estabelece que as Diretrizes Curriculares Nacionais devem:
a) se constituir em orientações para a elaboração dos currículos;
b) ser respeitadas por todas as IES; e
c) assegurar a flexibilidade e a qualidade da formação oferecida aos estudantes.
Em meio a tantas confusões e questionamentos a respeito da legalidade da apresentação de Monografia (TCC) como requisito para colação de grau,  o Parecer 146/02, foi revogado pelo Parecer CNE/CES 67. O Conselho Nacional de Educação /Câmara de Educação Superior, por meio do Parecer 146/02, então revogado fixou as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação em Direito, Ciências Econômicas, Administração, Ciências Contábeis, Turismo, Hotelaria, Secretariado Executivo, Música, Dança, Teatro e Design, processo nº  23001.000074/2002-10, aprovado em 03/04/2002.
O CNE -  Conselho Nacional de Educação 
Com a publicação da Lei 9.131, de 24/11/95, o art. 9º, § 2º, alínea “c”, conferiu à Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação a competência para “a elaboração do projeto de Diretrizes Curriculares Nacionais – DCN, que orientarão os cursos de graduação, a partir das propostas a serem enviadas pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação ao CNE”, tal como viria a estabelecer o inciso VII do art. 9º da nova LDB 9.394/96, de 20/12/96, publicada em 23/12/96. A CES/CNE, posteriormente, aprovou o Parecer 776/97, no qual estabelece que as Diretrizes Curriculares Nacionais devem: 
a) se constituir em orientações para a elaboração dos currículos;
b) ser respeitadas por todas as IES; e
c) assegurar a flexibilidade e a qualidade da formação oferecida aos estudantes.
Por sua vez, a SESU/MEC publicou o Edital 004/97, convocando as instituições de ensino superior para que encaminhassem propostas para a elaboração das diretrizes curriculares dos cursos de graduação, a serem sistematizadas pelas Comissões de Especialistas de Ensino de cada área.
Legalidade de apresentação de Monografia (TCC)
Mesmo ainda com o Parecer 146/02, em vigor que deixava facultativo a exigência de apresentação de TCC, o assunto foi parar nos tribunais, muitos alunos questionavam a legalidade. Por sua vez as instituições de ensino alegavam sua autonomia didática, sendo-lhe lícito exigir do aluno a apresentação de monografia para a conclusão do curso superior (CF/88, art. 207) da CF). Porém no entendimento dos magistrados às instituições de ensino não possuem um regulamento seguro acerca das normas aplicáveis à avaliação e à elaboração das monografias, ferindo, dessa forma, as normas expedidas pelo MEC.
É o caso de uma aluna  de Direito, que impetrou Mandado de Segurança contra a faculdade para ter seu direito assegurado, ou seja, garantir a colação de grau e o registro do diploma sem a exigência de apresentação oral da monografia de final de curso.
O juiz Carlos Augusto Brandão, sustentou a existência de direito líquido e certo, indo mais adiante aduziu que nunca e nem foi um requisito obrigatório apresentação de monografia como requisito para se concluir um curso de graduação. A instituição apelou dizendo que: o Conselho Nacional de Educação publicou a Resolução n.º 09/2004, sedimentando a necessidade de apresentação da monografia no curso de Direito, e não há que se discutir, do ponto de vista legal, a obrigatoriedade de apresentação da monografia, constituindo componente curricular necessário à integralização para fins de concessão de grau.
Mas não obteve sucesso, pois os Desembargadores no acórdão negaram provimento e votaram por unanimidade, aplicando  o artigo 515, § 3º do CPC, julgaram procedente a pretensão autoral e confirmaram a tutela antecipada requerida pela a autora (estudante) na inicial.
Obrigatoriedade ou Ignorância das instituições?
Apenas 5% ou menos, ainda exige Monografia (TCC) como requisito para colação de grau, segundo especialistas na área de educação essas instituições se apegam com o tradicionalismo e por lado se sustentam por meio de portarias internas, porém quando o aluno impetra com um mandado de segurança, portarias internas posta pela faculdade, bem como resoluções do MEC, não são levadas em conta.
A estudante: Ana Carolina D. Brilhante, entrou com Mandado de Segurança com pedido de liminar contra a Universidade Potiguar, requerendo o afastamento da exigência de apresentação de monografia como requisito para a conclusão do curso de direito. O juiz julgou procedente em favor da estudante e disse o seguinte: procedente o pedido em mandado de segurança, concedendo a ordem e afastando a exigência da elaboração de monografia como requisito para a conclusão do curso de direito ministrado pela Universidade Potiguar. Frisou ainda que em sua sentença estaria combatendo a exigência da portaria 1886/94, do Ministro da Educação que sofreu ab rogação pela resolução 9/2004 do Conselho Nacional da Educação que exigiu o trabalho.  

Por não ser um trabalho legalmente obrigatório em média de 95% das instituições de ensino, deixaram se de exigir Monografia (TCC) como requisito para colação de grau, ou seja, no lugar da monografia as faculdades pedem aos seus alunos que apresentem apenas um simples trabalho, espécie de um projeto, mas algo voltado para a prática da profissão do dia-a-dia do formando.
Ainda segundo especialistas, as instituições que ainda exigem monografia, pedem somente para o aluno entregar, mas sem exigência de apresentação oral, para não configurar constrangimento ilegal do aluno.
Os especialistas em direito educacional, orientam que o mandado de segurança pode ser interposto tanto individual como coletivo, e esclarece, conforme já mencionado, que a apresentação de monografia (TCC) antes era uma opção facultativa da instituição exigir ou não, mas que atualmente não é mais obrigatória tal exigência. E, que existem instituições de ensino que não se atualizam, não inovam seu projeto pedagógico, elas estão preocupadas é no faturamento e quanto está valendo cada ação investida na bolsa de valores.
Portanto, cabe o aluno buscar seu direito, pois o que não falta é jurisprudência, ou seja, julgados em favor dos formandos contra imposição e exigência desnecessária por parte da instituição.
Nota do Blog:
Sabemos que o último ano de um curso universitário exige muito do formando: além dos estágios obrigatórios e seus relatórios, há as disciplinas da grade curricular e provas finais que são  somadas à elaboração / conclusão do TCC, que acabam sobrecarregando o aluno.
No entanto, acreditamos que a elaboração do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) ou Monografia faz parte do processo de aprendizado do aluno, quer seja ele apresentado como forma de revisão bibliográfica ou resultado de pesquisa de campo. E assim, se a instituição dá todo o suporte para que o graduando elabore seu trabalho do meio para o final do curso, isto é, com um cronograma viável e incluindo aulas de metodologia científica, consideramos que é perfeitamente plausível a entrega do trabalho exigido.
Muito embora a apresentação oral dos resultados do TCC também seja uma experiência engrandecedora para a formação do futuro profissional, a fim de que se prepare para os cursos de pós graduação os quais exigem essa formalidade, temos que essa é uma etapa que poderia ser excluída, ou senão modificada. Isso porque geralmente a banca examinadora acaba por induzir o aluno a situação de grande stress, pois se trata de uma etapa determinante de sua aprovação. Consideramos, portanto, que é uma exigência desnecessária para os graduandos, e assim, ela seria engrandecedora se o aluno somente fizesse a exposição de seu trabalho e os componentes da banca tivessem apenas a função didática e pedagógica de avaliar o trabalho como um todo, sem a obrigatoriedade de qualificar mensurar uma nota que ocasionaria em sua aprovação ou reprovação.
Atenção: 
- Caso você considere indevida a forma pela qual é imposta a elaboração do TCC / Monografia por sua instituição de ensino, é possível impetrar Mandado de Segurança, nos moldes explanados no texto de Valdivino Alves de Souza, reproduzido acima. 
- Para tanto é necessário contratar um advogado, que a princípio esclarecerá todas as suas dúvidas e, depois, elaborará a peça inicial, destinando-a ao juízo competente. 
- Necessário lembrar que consultas jurídicas são cobradas de acordo com a complexidade do questionamento, mesmo se feitas via e-mail. Caso o autor da ação não tenha condições financeiras para arcar com os honorários de um advogado particular, sugere-se que entre em contato com a Defensoria Pública de sua cidade e, se estiver enquadrado nos requisitos impostos por esse órgão público, poderá constituir gratuitamente um advogado que agirá em seu nome.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Paracetamol: pesquisas trazem resultados negativos pelo uso incorreto do medicamento.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/the-new-york-times/2015/04/28/tylenol-nao-inibe-apenas-a-dor-mas-tambem-as-emocoes-aponta-estudo.htm#fotoNav=3

Estudo mostra que o medicamento é um dos maiores causadores de lesões no fígado

O paracetamol está presente na maioria dos lares brasileiros e europeus. É bastante usado em tentativas de suicídios, sendo um grande causador de lesões no fígado.
Tomar de uma só vez grandes quantidades de paracetamol pode lhe causar grandes lesões no fígado, algumas irreversíveis, necessitando de transplante. Em outros casos, tomar deliberadamente paracetamol pode resultar em uma hepatite fulminante, com conseqüências fatais.
Estudo publicado na British Journal of Clinical Pharmacology mostrou que dos 663 pacientes hospitalizados com graves lesões no fígado, ¾ eram provocados por ingestão incorreta de paracetamol. O quarto restante havia ingerido doses maiores do que a prescrita na receita médica.
Na França, estudo mostrou que cerca de 90% das falências hepáticas com necessidade urgente de transplante de fígado são causadas pelo uso incorreto do paracetamol. Ele é um medicamento vendido livremente no Brasil e bastante prescrito pelos médicos, o que pode revelar números alarmantes de problemas hepáticos no país se uma pesquisa como esta fosse realizada por aqui.
A dose máxima de paracetamol recomendada nos países da Europa é de 4 gramas por dia. A partir de 6 gramas ingeridas o paciente pode sofrer graves lesões no fígado, embora já tenha sido encontrados pacientes com lesões hepáticas importantes consumindo a dose máxima recomendada.
Na França, o paracetamol é atualmente o medicamento mais vendido. Os médicos alertam que não existe necessidade de bani-lo do mercado mundial. Todo medicamento tem efeitos colaterais e trata-se de uma droga segura. O que deve existir é uma melhor vigilância, procurando orientar de forma mais incisiva os pacientes para respeitarem as doses recomendadas.

Tylenol não inibe apenas a dor, mas também as emoções, aponta estudo

Um estudo recente demonstrou que o paracetamol (Tylenol), popular remédio contra a dor, também pode tornar as pessoas insensíveis a emoções positivas e negativas.
Em um experimento randomizado e controlado, 85 pessoas tomaram 1.100 miligramas de Tylenol ou um placebo. Uma hora depois, os pesquisadores apresentaram a eles 40 imagens em ordem aleatória. As imagens eram muito agradáveis (por exemplo, crianças rindo com gatinhos em um parque), neutras (um rolo de macarrão em cima de uma mesa) ou muito desagradáveis (um vaso sanitário cheio de excrementos). O estudo foi publicado online no periódico "Psychological Science".
Os participantes que tomaram Tylenol estavam 20% menos propensos a classificar as imagens como sendo muito desagradáveis e 10% menos propensos a classificá-las como bastante agradáveis, em comparação com os que tomaram placebo.
Embora os mecanismos permaneçam incertos, pesquisas anteriores sugeriram que o Tylenol reduz a dor agindo na ínsula, parte do cérebro que influencia nas emoções sociais, entre outras funções.
"Não queremos dar conselhos sobre o uso do paracetamol. Essas diferenças são modestas e foram obtidas em um ambiente muito controlado. Recomendamos seguir o conselho de seu médico para o controle da dor com o Tylenol", afirmou Geoffrey R.O. Durso, doutorando de psicologia da Universidade Estadual de Ohio.
Fonte: UOL Notícias

Besouro bioluminescente carnívoro é descoberto na Amazônia

Bruno Rizzato



O fotógrafo Jeff Cremer encontrou em um passeio pela área peruana da Floresta Amazônica, há alguns anos, exemplares de besouros carnívoros que brilham no escuro.

Ele retornou ao local no início deste ano, com o entomologista Aaron Pomerantz e estudantes da Universidade da Flórida (Mike Bentley e Geoff Gallice), para analisarem um pouco mais essa espécie tão exótica.
Acredita-se que estes besouros utilizem a luz emanada de seus corpos para atrair presas.
Para saber a natureza predatória do inseto, os especialistas realizaram um teste espontâneo, ou seja, uma formiga foi usada como cobaia para uma experiência em uma grupo de besouros. “Eles foram vorazes, apertando suas mandíbulas e arrastando suas presas para dentro dos seus túneis”, explica Pomerantz. O teste pode confirmar a hipótese primária dos entomologistas.

Apesar de tudo, ainda sabe-se pouco sobre a espécie. Acredita-se que eles façam parte da família de besouros Elateridae, que possui 10 mil espécies descritas ao redor do planeta. Em apenas 200 delas a bioluminescência foi registrada.
Esses besouros encontrados no Peru utilizam uma parede de terra, ao invés de um cupinzeiro (como muitos besouros fazem em colônias), em suas casas e no terreno de caça, o que sugere que este grupo enigmático poderia ser um nicho diferente ainda não documentado”, relataram os especialistas.
Portanto, não confunda estes raros besouros com algo comum! Eles são espécies raras que ainda serão estudadas a fundo pelos cientistas.

Fonte: IO9 / Jornal Ciência

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Em 07/03 iniciará a 1 turma da Pós Graduação lato sensu em Análises Clínicas Animal no IPESSP


É com muita alegria que venho divulgar a confirmação da formação da 1ª Turma da Especialização em Análises Clínicas Animal, do IPESSP - Instituto de Pesquisa e Educação em Saúde de São Paulo, que iniciará suas aulas no próximo dia 07 de março. 

Conforme os posts mais antigos, desde 2013 este Blog debate a respeito da possibilidade de biólogos cursarem a Especialização em Análises Clínicas Animais, todavia, em todas as instituições as quais tentei fazer inscrição, minha matrícula foi sumariamente negada, embasada em Resoluções do CFMV completamente arbitrárias. Toda essa discussão pode ser lida acessando os arquivos do Blog.

E em um feliz momento, recebi a visita do então acadêmico de Ciências Biológicas Fernando César (o idealizador do site "Biológo: Profissional da Vida", e hoje colega Biólogo) e, através de seus comentários começamos um bate-papo, que virou um projeto, posteriormente apresentado ao IPESSP, e que foi abraçado com muito carinho. 

Qual o diferencial do curso: a oportunidade de admissão no corpo discente graduados de Ciências Biológicas, Biomedicina e Farmácia, além de Médicos Veterinários, além de ser uma especialização atualizada com as mais recentes metodologias, tecnologias e discussão de casos. 

Como bem disse o Fernando César: "VITÓRIA DOS BIÓLOGOS, que agora contam com uma especialização de qualidade em uma instituição nomeadamente especialista em Análises Clínicas!"

Quer saber mais informações sobre o curso, ou tem interesse em se matricular? Ainda dá tempo! Entre em contato através do telefone (11) 3539-5767 ou acesse o link: 


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Cartas de Berlim: uma alemã sozinha no Suriname em 1700

Por: Tamine Maklouf*
Há um tempo venho trabalhando em uma coleção de mulheres alemãs inspiradoras, só para o prazer do arquivo mesmo e para ajudar nas referências. Já tenho umas dezenas. É um hobbie que tenho, pois desde que comecei a “entender de Alemanha” me deparo com alguma mulher na história que fez alguma coisa incrível.
Fonte: http://www.zeit.de/2009/47/Vorbilder-Merian
Por exemplo: você é uma mulher de 56 anos, casada, mãe de duas filhas. Você é cientista com uma carreira consolidada, mas sente que sua missão é maior, quer buscar novos horizontes, talvez se embrenhar na floresta tropical. Você mora em Amsterdam e tem a ideia de passar uma temporada em uma pequena vila no Suriname, para intensificar suas pesquisas, sozinha, ou melhor dizendo, na companhia da sua filha mais nova. E dos índios, claro. O ano é 1700.
Como dizem na minha terra, “te mete!”
Ela se chama Maria Sibylla Merian e ontem mereceu um Doodle do Google em homenagem ao seu 366o aniversário, o que fez muitas pessoas lembrarem desta naturalista alemã ou então simplesmente vir a conhecê-la (como eu!).
Fonte: https://royaltecidos.squarespace.com/blog/242013
Nascida em Frankfurt em 1647, foi a primeira pessoa a observar e ilustrar cientificamente a metamorfose das borboletas. Sua obra mais famosa, a qual se dedicou inteiramente durante a temporada no Suriname, basicamente deu início à entomologia, ciência que estuda os insetos. Esta mulher à frente do seu tempo foi pioneira na observação sistemática destes serzinhos insignificantes (assim todos pensavam).
Fonte: http://microecos.tumblr.com/post/46952804699/genusspecies-by-maria-sibylla-merian-and
Antes da pequena revolução que Maria Sibylla causou no campo científico, acreditava-se que os insetos eram um erro, vinham de pântanos e nem se imaginava que as fascinantes borboletas tinham dupla identidade! Mas os resultados de suas observações mostraram que todas as borboletas já foram lagartas. Se isso não chocou a sociedade do século 18, eu não me chamo Tamine.
Fonte: http://www.nashturley.org/2013/03/23/pioneering-naturalist-maria-sibylla-merian/


Maria Sibylla Merian é tão importante para a história da Alemanha, que estampava a nota de 500 marcos alemães até 2002. Na verdade a ideia era colocá-la na nota de 100, usada mais frequentemente do que a de 500. Porém, escolheram uma outra alemã que julgavam mais “bonita”para ilustrar a nota que circularia mais: Clara Schumann. Mas sobre essa eu não vou falar hoje não.
 *Tamine Maklouf é jornalista e ilustradora nas horas vagas. Mora na Alemanha desde agosto de 2009, onde se encontra na “ponte terrestre” Dresden-Berlim. De lá, mantém o blog Anedotas da Batatolândia

Pele artificial criada por laboratório da USP evitará testes com animais no Brasil

A pesquisa, lançada na Universidade em 2005, é coordenada pela professora da Faculdade de Ciências Famarcêuticas da USP (Universidade de São Paulo) Sylvia Stuchi Maria-Engler e visa desenvolver técnicas alternativas à experimentação animal. Com a transferência tecnólogica do projeto para o governo brasileiro, parceria iniciada em 2013, o objetivo é que o país possa produzir a pele em escala industrial dentro de alguns anos.

Estruturas celulares da pele artificial, aumentadas em microscopio, foram desenvolvidas pela USP.
Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/geral/20140507-pele-artificial-criada-por-laboratorio-da-usp-evitara-testes-com-animais-no-brasil
O objetivo do projeto, explica a especialista, é desenvolver o kit de pele artificial para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. De acordo com ela, estão sendo feito pequenos "ajustes protocolares" antes que a transferência de tecnologia possa ser efetivada. A pesquisa utiliza fragmentos de pele de doadores humanos. As células são purificadas e são estocadas em um banco.

Se for necessário, explica Sílvia, a pele pode ser totalmente reconstruída –tanto o epitélio quanto a derme. A pesquisa poderá ajudar no desenvolvimento de novas moléculas usadas em medicamentos contra o câncer de pele ou feridas crônicas provocadas pelo diabetes, por exemplo. A estrutura de pele desenvolvida pela USP também pode ser usada para a fabricação de cosméticos.

De acordo com Sílvia, o banco de pele pode armazenar apenas células. "O que é possível manter em banco são as células da pele, que são os queratinócitos, o melanócito, que fornece o pigmento e os fibroblastos, que formam a derme", explica. A descoberta também contribuirá para a diminuição da utilização de animais em testes farmacológicos, como prevê a nova diretiva do Concea (Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal), esclarece a pesquisadora.

A polêmica voltou à tona no Brasil depois da ação de ativistas em um laboratório em São Roque, que liberaram dezenas de cães da raça Beagle utilizados em testes farmacêuticos.
"Tivemos a determinação de, nos próximos cinco anos, estabelecermos métodos alternativos, e não utilizar mais animais para cosméticos. O Concea foi além, determinando também o fim do teste em animais para produtos farmacêuticos."

Sílvia explica que, apesar dessa instrução, o uso de animais em testes para medicamentos continua sendo imprescindível. "O teste pré-clínico envolve testes in-vitro e in-vivo, que é um modelo animal, e muito utilizado. O que estamos fazendo nos testes alternativos é minimizar, reduzindo o número de animais e desenvolvendo um novo desenho experimental", diz.


Fiocruz desenvolve drogas alternativas e vacina contra a malária

Por: Alana Gandra
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Stênio Ribeiro

O Laboratório de Pesquisa em Malária do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz) está desenvolvendo drogas alternativas que possam ser administradas junto com uma vacina contra a malária para aumentar a imunidade em relação à doença. Ainda não há, porém, perspectiva de quando a vacina ou as novas substâncias estarão disponíveis, disse ontem (25) à Agência Brasil o chefe do laboratório e presidente da Federação Internacional de Medicina Tropical e Malária, Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro.
Nesta sexta-feira celebra-se o Dia Mundial da Luta contra a Malária, data em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça a importância de se trabalhar para a eliminação da doença em todos os países. No momento, a Fiocruz está efetuando testes pré-químicos em animais próximos ao homem (primatas), mas ainda terão de ser feitas experimentações em humanos. “Acho que estamos chegando perto de termos uma vacina, em dez anos, que proteja completamente, e uma que proteja parcialmente, em cinco anos, ou até em três [anos]. As nossas [experiências] estão em um estágio menos adiantado”, manifestou o especialista.
Segundo Daniel-Ribeiro, o grande desafio para o Brasil, hoje, é eliminar a malária que mata, antes que ela se torne resistente às drogas disponíveis, procurando as pessoas infectadas em suas casas, como ocorria na década de 1950. Destacou, além disso, a necessidade de se “conscientizar a população e o pessoal da área de saúde que malária é um problema grave, de emergência médica, porque pode matar na área extra-amazônica”.
No país, a Amazônia concentra 99,6% dos casos de malária. Mas, graças ao diagnóstico imediato, os registros na região caíram 26% em um ano, passando de 241 mil casos, em 2012, para 177 mil, no ano seguinte. Daniel-Ribeiro explicou que quando o tratamento é feito nas primeiras 48 horas após a identificação da doença, diminui a chance de o paciente ficar muito doente e, eventualmente, morrer. Lembrou que 82% dos registros são causados por um parasita que não mata.
O tratamento atual utiliza uma associação medicamentosa que mata o parasita em poucas horas. Há boas ferramentas, disse o pesquisador, assegurando que está tentando desenvolver novas drogas, tendo em vista que 18% dos casos de malária se devem ao plasmódio (parasita da malária) que mata. Analisou como oportuna a decisão do milionário norte-americano Bill Gates, nos anos 2000, de investir recursos em pesquisas visando a erradicação da malária no mundo. A partir daí, os pesquisadores passaram a usar testes de diagnóstico rápido e mosquiteiros impregnados de inseticidas atóxicos. Além disso, passou-se a tratar a malária com uma associação de remédios e não apenas um único antibiótico.
O chefe do Laboratório de Pesquisa em Malária do IOC-Fiocruz acredita que os prefeitos “têm que investir no combate à malária. Têm que ser recompensados, se forem bem, e têm que ser punidos, se forem mal”. A malária, frisou, “tem que estar na agenda pública”.
Daniel-Ribeiro disse que, atualmente, 60% dos casos na Amazônia são tratados nas primeiras 48 horas. Os cerca de 4 mil postos de saúde da região estão preparados para fazer o diagnóstico imediato e o tratamento da população. Fora da Amazônia, incluindo as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, mais bem equipadas, somente 19% dos casos são tratados também nos dois primeiros dias da doença, porque não há um diagnóstico rápido. “Porque o médico daqui não pensa como qualquer [pessoa de] posto de saúde da Amazônia pensa. Aqui, nós não somos treinados para pensar em malária. O médico pensa que é dengue”. O resultado, indicou, é que quando a malária é diagnosticada e tratada na Amazônia, a pessoa tem 100 vezes menos chance de morrer do que fora da região.
Números divulgados pela assessoria de imprensa do IOC-Fiocruz mostram que a redução no número de mortes por malária atingiu 40% na Amazônia, entre 2012 e 2013, caindo de 60 para 36.
Daniel-Ribeiro informou que nos anos de 1940, a estimativa, feita em cima do número de casos febris, é que havia 4 milhões de casos da doença por ano no Brasil. “Tinha malária no Brasil inteiro”, observou. Na década seguinte, a Organização Mundial da Saúde (OMS) resolveu que era preciso erradicar a enfermidade no mundo por meio de duas estratégias básicas: busca ativa e tratamento dos casos, indo às casas das pessoas; e combate ao vetor. Com isso, de fato, eliminou-se a malária de vários lugares do globo, inclusive da região extra-amazônica, no Brasil, completou. “Chegou-se ao início dos anos de 1960 com 37 mil casos registrados. Talvez fosse o dobro ou o triplo”. Avaliou, porém, que em comparação aos 4 milhões anteriores, “foi uma enorme redução”.
Em 1970, os casos subiram para 70 mil. Com os programas de fomento à mineração e à agropecuária, implantados pelo regime militar, Daniel-Ribeiro sublinhou que “o homem, literalmente, invadiu a floresta”, ocupando a Amazônia, sem saber, cultural e imunologicamente, como se defender dessa infecção, que não conhecia. “Foi uma mortalidade enorme”. Antes da virada do ano 2000, chegou-se a 600 mil casos no Brasil. De lá para cá, seguiu-se no país o programa da OMS de diagnóstico, busca ativa e tratamento dos casos, com a implantação, na Amazônia, de postos com capacidade de fazer diagnóstico e tratamento gratuitos.
O pesquisador do IOC-Fiocruz chefia um grupo de pesquisadores que é referência para o Ministério da Saúde em malária fora da Amazônia. Segundo expôs, o problema fora da região amazônica é só de vigiar, porque “tem muita gente que viaja, tem até mosquito que viaja, e eu preciso tomar cuidado, porque um caso aqui pode acarretar uma epidemia de dez e até de 100 pessoas. Tem que tomar cuidado para não reintroduzir a malária em lugares onde ela não existe mais”. Quase 90% dos casos registrados fora da Amazônia são importados, informou o pesquisador.

Fonte: Amazônia.org.br (publicada em 24 de abril de 2014)